segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mulheres estacionam melhor que homens, indica estudo

Uma pesquisa encomendada por uma empresa britânica sugere que as mulheres são melhores que os homens na hora de estacionar os carros.
A pesquisa, encomendada pela rede de estacionamentos NCP observou 2,5 mil motoristas em 700 estacionamentos espalhados pela Grã-Bretanha durante um mês.
O estudo mostrou que as mulheres podem até precisar de mais tempo para estacionar, mas têm mais probabilidade de deixar o carro centralizado na vaga.
O estudo também descobriu que as mulheres são melhores na hora de encontrar espaços e mais precisas na hora de alinhar o carro antes de iniciar cada manobra.
Por outro lado, os homens mostraram mais habilidade em dirigir para frente nos espaços das vagas e demonstraram mais confiança. Menos homens optaram por reposicionar o carro depois de entrar na vaga.
Pontuação e impaciência
A pesquisa levou em conta sete fatores, entre eles a velocidade na hora de encontrar um espaço apropriado para estacionar, velocidade nas manobras, a habilidade de entrar no espaço com o carro em marcha a ré ou de frente, entre outros.
Em uma pontuação que poderia chegar a 20 pontos, as mulheres conseguiram alcançar, em média, 13,4 pontos e os homens chegaram aos 12,3 em média.
A primeira categoria analisada pela empresa foi a habilidade de encontrar uma boa vaga e os homens ficaram atrás das mulheres. Os pesquisadores afirmam que a impaciência dos homens faz com que, com frequência, eles não percebam as melhores vagas ao passar muito rápido pelos estacionamentos.
Mas, a velocidade das manobras na hora de estacionar foi um quesito que deixou as mulheres para trás. Em média, homens precisaram de 16 segundos para estacionar, enquanto que as mulheres precisaram de 21 segundos.
E, no quesito de maior importância para a avaliação geral, a centralização do carro na vaga, os homens marcaram menos pontos. Apenas 25% deles conseguiram centralizar o carro na vaga, contra 53% das mulheres.
O teste foi criado pelo professor de autoescola Neil Beeson, que também tem um programa sobre o assunto em um canal de televisão britânico, ITV.
"Fiquei surpreso com os resultados, pois, de acordo com minha experiência, homens sempre aprenderam melhor e geralmente tinham uma performance melhor nas lições. No entanto, é possível que as mulheres tenham guardado melhor as informações", disse.
"Os resultados também parecem acabar com o mito de que os homens têm uma noção espacial melhor do que as mulheres", acrescentou.
Em entrevistas com motoristas, os pesquisadores descobriram que homens e mulheres acreditam que acertar o ângulo logo na primeira vez, na hora de estacionar, é o mais difícil -- 50% dos entrevistados acham que este é o grande problema.
Em segundo lugar ficou colocar o carro no centro da vaga, algo considerado difícil por 30% dos pesquisados, que empatou com saber quando parar no fundo da vaga (30% dos entrevistados) e, por fim, 7% acham difícil saber quando entrar na vaga de frente ou usando a marcha a ré.

'Comportadas', grifes evangélicas lucram com público segmentado

Em meio ao competitivo mercado da moda, a confecção de Fabrício Guimarães Pais tem visto sua produção crescer cerca de 20% a cada ano. O segredo do empresário foi encontrar o público certo.
“Depois que mudamos para moda evangélica, nosso faturamento aumentou de forma considerável”, diz Pais, diretor da Kauly Moda Evangélica, instalada no Brás, tradicional centro de compras da capital paulista, e que hoje fabrica 30 mil peças por mês e lança de 100 a 200 modelos diferentes em cada coleção.
Assim como Pais, empresários do ramo de confecção têm investido cada vez mais na moda evangélica, atendendo à mulher que antes tinha de procurar em lojas não especializadas roupas que correspondessem ao estilo exigido pela maioria das igrejas: mais comportado, porém, não menos sofisticado.
A gente conseguiu achar esse mercado, que é um mercado inovador, que muita gente procurava essa moda, mas que quase ninguém fabricava. Um pouco, acho, por medo. (...) Todo mundo tem um pouco de medo de fazer um foco só, direcionado, e a roupa não vender. No nosso caso, poderia ter dado tudo errado”, conta Pais.
Nas mãos dessas confecções brasileiras, o que poderia ser encarado como limitação se transforma em estímulo para criar peças cada vez mais modernas, sem deixar de obedecer às regras de vestimenta dos evangélicos, que, embora tenham algumas variações, dependendo da igreja, vetam calças, decotes e transparências. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, com base no Censo de 2000, a população de evangélicos do país era de 26,18 milhões.
Outros empresários viram na necessidade da própria família uma oportunidade de negócio. Sabendo que a principal queixa das mulheres era encontrar roupas adequadas às exigências, mas com estilo, Laerte de Oliveira Tolentino entrou no ramo de moda evangélica e viu sua equipe crescer de 20 para 250 funcionários diretos e indiretos em dez anos. Dono das grifes de moda evangélica Applausos e Via Toletino, de Maringá, no interior do Paraná, o empresário agora tem planos de expandir seus negócios, melhorando seus pontos de venda, que hoje estão mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste, e na qualidade dos produtos.
A necessidade de segmentação vem se intensificando nos últimos anos. As mulheres evangélicas tinham muita dificuldade para conseguir roupas no estilo que precisavam e desejavam, porque a mulher evangélica também quer ficar bonita, na moda, quer frequentar os cultos bem vestidas. Ser vaidosa não é negativo”, diz Selma Felerico, coordenadora da pós-graduação na área de Comunicação da ESPM, especializada em estudos sobre o público feminino.
A cantora Damares é um exemplo de evangélica que gosta de se vestir bem e estar na moda. "Meu estilo é clássico, mas diferente, com um toque pessoal. No meu caso, compro as roupas prontas ou mando fazer, dependendo da ocasião. Já até recebi umas propostas para lançar uma marca de roupas evangélicas e sapatos", conta.
Diante da dificuldade de encontrar roupas em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, a auxiliar de SAC Leila Silva Fonseca, 28 anos, se desloca para São Paulo atrás de roupas que atendam a seu gosto. “Por ser pastora de uma igreja evangélica, tenho que estar sempre bem vestida e elegante, e as lojas que existem hoje em dia não estão adequadas a este perfil. Por isso, quando vou comprar, vou até São Paulo para comprar roupas de grife. Já comprei roupas de outros tipos de marca, mas há aproximadamente um ano, só compro roupas e sapatos de marca [evangélica]”. Para Leila, a vantagem dessas roupas está na confecção e no acabamento, “deixando a roupa mais confortável e elegante".
Pensando nisso, Ivone Pizani Gonçalves abriu uma das primeiras confecções especializadas em moda evangélica, a Raje, que também fica na região do Brás. Evangélica, Ivone sempre trabalhou no ramo, costurando ou revendendo roupas, até decidir se especializar em moda feita especialmente para esse público.
“Hoje a gente tem equipe trabalhando, mas naquela época [perto dos anos 2000], era só eu que fazia tudo: criava, desenvolvia. Eu e meu filho. Nós começamos cortando uma quantidade bem pequena, sempre com um pouco de medo, mas depois ficamos muito surpresos. Foi espantosa a procura”, relata Ivone, que, no início, contava apenas com seus dois filhos e hoje, entre as equipes de venda, de criação, de corte e acabamento final emprega 30 pessoas diretamente.
Na Raje Jeans, o carro chefe são as saias, que custam de R$ 39 a R$ 45 e recebem no tecido aplicações de muitos detalhes. “A moda evangélica não proíbe nada de acabamento que não seja escandaloso. Hoje, as moças evangélicas querem sempre estar dentro da moda. Podem estar discretas, mas com a cor da moda, por exemplo. Qualquer tipo de roupa que esteja sendo usada, que é lançado por estilista famoso, que está na mídia, pode ser usada, sem problema nenhum. Tudo é permitido desde que [ela] não esteja usando uma roupa muito curta, uma calça comprida, uma roupa sem manga e decotada”.
Na busca por estampas e cores que estarão nas lojas nas próximas estações, as equipes de estilistas das confecções viajam a feiras de moda em outros países e participam de todas as semanas de moda realizadas no Brasil.
“A gente faz uma pesquisa ampla de estamparia, de tecido para adaptar à moda evangélica. Buscamos inspiração em Fashion Week, em feiras do setor. Eu ando muito, então, vou vendo o que está acontecendo no dia a dia, nos filmes, nas músicas, até nos jornais”, disse o estilista Jonhson Cavalcanti, que traz o design de moda festa em suas experiências anteriores.
Hoje, os três principais canais de venda das confecções evangélicas são lojas físicas, revenda e internet, cuja procura tem sido cada vez maior. “Pela internet, economizo tempo e adquiro peças que geralmente não encontro por aqui. Nem sempre os tamanhos dão certo, mas, no meu caso, sempre encontro alguém em que caiba e nunca devolvi nenhuma peça”, disse a policial civil Maria de Fátima Costa da Silva, 51 anos, de Natal (RN).
Isabel dos Santos Ramos, 35 anos, veio pela segunda vez a São Paulo para comprar roupas evangélicas e revendê-las no interior do Acre. “Compensou muito na primeira vez. Fiz um teste e agora voltei cheia de encomendas”, disse a revendedora, acompanhada da amiga Maria Aparecida Gusmão da Silva, 55 anos, que mora na capital paulista e a levou para “os melhores lugares”. “Me sinto muito mais à vontade”, diz.
Thais Cristina Barbosa, 26 anos, é de Osasco, região metropolitana de São Paulo, trabalha com moda evangélica há quatro anos e meio e revende roupas de oito marcas. No início, trabalhava sozinha. Porém, teve de pedir ajuda para o marido e para a irmã. No primeiro mês em que começou a vender, tinha cinco clientes e, um ano depois, esse número já tinha subido para 180.
Do total de clientes que Thais atende hoje – ela não revelou o número – 10% não são evangélicas. E é esse filão que muitas empresas também querem atingir. “São mulheres que trabalham em banco, escritório, por exemplo, e que querem roupas bonitas, mas mais discretas, na altura do joelho.” “É muito difícil achar coisas que sejam discretas, mas de bom gosto. Eu mesmo passei por isso no início. Agora não, uso as roupas que gosto e faço até marketing”, conta.
Como as roupas costumam cobrir ombros e pernas, muitas mulheres que usam tamanhos grandes e que, independentemente de serem evangélicas ou não, não gostam de mostrar os braços, por exemplo, têm recorrido aos modelos desse tipo de moda. “Às vezes, as clientes entram aqui, se apaixonam por um vestido e só quando vão pagar é que veem que a loja é de moda evangélica”, afirmou Fabrício Pais.
Tamanho aumento da quantidade de confecções que estão sendo abertas – ainda não há dados oficiais -, muitas empresas chegam a se queixar e até começam a reduzir a produção neste início de ano. É o caso da Clara Rosa Moda Evangélica, de Cianorte, no interior do Paraná. “A procura é grande no setor, mas nós não crescemos de 2010 para 2011. Mantivemos o faturamento, porque houve um reajuste de preços, mas não crescemos”, afirma o diretor Aparecido Martins de Lima. Riscos
Antes de abrir um negócios, por mais interessante que possa parecer, é preciso antes de tudo estudar o público alvo e desenvolver um plano de negócios, principalmente em moda, de acordo com Ivan Bismara, coordenador do curso de Moda da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).
“Segmentação é, sem dúvida, uma tendência, como vem sendo desde os anos 1980, na época em que surgiram as surf shops. O risco que se corre é quanto à administração dos negócios, saber onde você está investindo. Onde eu me comunico com meu público? Nesse caso das lojas de surf, a maioria quebrou por não ter sido bem administrada.”
'Comportadas', grifes evangélicas lucram com público segmentado Peças 'direcionadas' evitam decotes, transparências e saias curtas. 'É preciso conhecer o público alvo', aconselha especialista.
Em meio ao competitivo mercado da moda, a confecção de Fabrício Guimarães Pais tem visto sua produção crescer cerca de 20% a cada ano. O segredo do empresário foi encontrar o público certo.
“Depois que mudamos para moda evangélica, nosso faturamento aumentou de forma considerável”, diz Pais, diretor da Kauly Moda Evangélica, instalada no Brás, tradicional centro de compras da capital paulista, e que hoje fabrica 30 mil peças por mês e lança de 100 a 200 modelos diferentes em cada coleção. Fabrício Pais, diretor da Kauly Moda Evangélica, que, no início, vendia apenas 'modinha' Fabrício Pais, diretor da Kauly Moda Evangélica, que, no início, vendia apenas 'modinha' Assim como Pais, empresários do ramo de confecção têm investido cada vez mais na moda evangélica, atendendo à mulher que antes tinha de procurar em lojas não especializadas roupas que correspondessem ao estilo exigido pela maioria das igrejas: mais comportado, porém, não menos sofisticado. "A gente conseguiu achar esse mercado, que é um mercado inovador, que muita gente procurava essa moda, mas que quase ninguém fabricava. Um pouco, acho, por medo. (...) Todo mundo tem um pouco de medo de fazer um foco só, direcionado, e a roupa não vender. No nosso caso, poderia ter dado tudo errado”, conta Pais. Nas mãos dessas confecções brasileiras, o que poderia ser encarado como limitação se transforma em estímulo para criar peças cada vez mais modernas, sem deixar de obedecer às regras de vestimenta dos evangélicos, que, embora tenham algumas variações, dependendo da igreja, vetam calças, decotes e transparências. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, com base no Censo de 2000, a população de evangélicos do país era de 26,18 milhões. saiba mais
Outros empresários viram na necessidade da própria família uma oportunidade de negócio. Sabendo que a principal queixa das mulheres era encontrar roupas adequadas às exigências, mas com estilo, Laerte de Oliveira Tolentino entrou no ramo de moda evangélica e viu sua equipe crescer de 20 para 250 funcionários diretos e indiretos em dez anos. Dono das grifes de moda evangélica Applausos e Via Toletino, de Maringá, no interior do Paraná, o empresário agora tem planos de expandir seus negócios, melhorando seus pontos de venda, que hoje estão mais concentrados nas regiões Sul e Sudeste, e na qualidade dos produtos. moda evangélica
"A necessidade de segmentação vem se intensificando nos últimos anos. As mulheres evangélicas tinham muita dificuldade para conseguir roupas no estilo que precisavam e desejavam, porque a mulher evangélica também quer ficar bonita, na moda, quer frequentar os cultos bem vestidas. Ser vaidosa não é negativo”, diz Selma Felerico, coordenadora da pós-graduação na área de Comunicação da ESPM, especializada em estudos sobre o público feminino. Cantora Damares (Foto: Divulgação)Cantora Damares (Foto: Divulgação) A cantora Damares é um exemplo de evangélica que gosta de se vestir bem e estar na moda. "Meu estilo é clássico, mas diferente, com um toque pessoal. No meu caso, compro as roupas prontas ou mando fazer, dependendo da ocasião. Já até recebi umas propostas para lançar uma marca de roupas evangélicas e sapatos", conta.
Diante da dificuldade de encontrar roupas em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, a auxiliar de SAC Leila Silva Fonseca, 28 anos, se desloca para São Paulo atrás de roupas que atendam a seu gosto. “Por ser pastora de uma igreja evangélica, tenho que estar sempre bem vestida e elegante, e as lojas que existem hoje em dia não estão adequadas a este perfil. Por isso, quando vou comprar, vou até São Paulo para comprar roupas de grife. Já comprei roupas de outros tipos de marca, mas há aproximadamente um ano, só compro roupas e sapatos de marca [evangélica]”. Para Leila, a vantagem dessas roupas está na confecção e no acabamento, “deixando a roupa mais confortável e elegante".
Pensando nisso, Ivone Pizani Gonçalves abriu uma das primeiras confecções especializadas em moda evangélica, a Raje, que também fica na região do Brás. Evangélica, Ivone sempre trabalhou no ramo, costurando ou revendendo roupas, até decidir se especializar em moda feita especialmente para esse público.
“Hoje a gente tem equipe trabalhando, mas naquela época [perto dos anos 2000], era só eu que fazia tudo: criava, desenvolvia. Eu e meu filho. Nós começamos cortando uma quantidade bem pequena, sempre com um pouco de medo, mas depois ficamos muito surpresos. Foi espantosa a procura”, relata Ivone, que, no início, contava apenas com seus dois filhos e hoje, entre as equipes de venda, de criação, de corte e acabamento final emprega 30 pessoas diretamente. Ivove Gonçalves é dona da Raje, uma das mais antigas confecções de moda evangélica em São Paulo Ivove Gonçalves é dona da Raje, uma das mais antigas confecções de moda evangélica em São Paulo
Na Raje Jeans, o carro chefe são as saias, que custam de R$ 39 a R$ 45 e recebem no tecido aplicações de muitos detalhes. “A moda evangélica não proíbe nada de acabamento que não seja escandaloso. Hoje, as moças evangélicas querem sempre estar dentro da moda. Podem estar discretas, mas com a cor da moda, por exemplo. Qualquer tipo de roupa que esteja sendo usada, que é lançado por estilista famoso, que está na mídia, pode ser usada, sem problema nenhum. Tudo é permitido desde que [ela] não esteja usando uma roupa muito curta, uma calça comprida, uma roupa sem manga e decotada”. Na busca por estampas e cores que estarão nas lojas nas próximas estações, as equipes de estilistas das confecções viajam a feiras de moda em outros países e participam de todas as semanas de moda realizadas no Brasil. Jonhson Cavalcanti, que traz o design de moda festa em experiências anteriores )Jonhson Cavalcanti, que traz o design de moda festa em experiências anteriores
“A gente faz uma pesquisa ampla de estamparia, de tecido para adaptar à moda evangélica. Buscamos inspiração em Fashion Week, em feiras do setor. Eu ando muito, então, vou vendo o que está acontecendo no dia a dia, nos filmes, nas músicas, até nos jornais”, disse o estilista Jonhson Cavalcanti, que traz o design de moda festa em suas experiências anteriores. Hoje, os três principais canais de venda das confecções evangélicas são lojas físicas, revenda e internet, cuja procura tem sido cada vez maior. “Pela internet, economizo tempo e adquiro peças que geralmente não encontro por aqui. Nem sempre os tamanhos dão certo, mas, no meu caso, sempre encontro alguém em que caiba e nunca devolvi nenhuma peça”, disse a policial civil Maria de Fátima Costa da Silva, 51 anos, de Natal (RN).
Isabel dos Santos Ramos, 35 anos, veio pela segunda vez a São Paulo para comprar roupas evangélicas e revendê-las no interior do Acre. “Compensou muito na primeira vez. Fiz um teste e agora voltei cheia de encomendas”, disse a revendedora, acompanhada da amiga Maria Aparecida Gusmão da Silva, 55 anos, que mora na capital paulista e a levou para “os melhores lugares”. “Me sinto muito mais à vontade”, diz. Maria Aparecida Gusmão da Silva só compra suas roupas em lojas especializadas em moda evangélica (Foto: Anay Cury/G1)Maria Aparecida Gusmão da Silva só compra suas roupas em lojas especializadas em moda evangélica
Thais Cristina Barbosa, 26 anos, é de Osasco, região metropolitana de São Paulo, trabalha com moda evangélica há quatro anos e meio e revende roupas de oito marcas. No início, trabalhava sozinha. Porém, teve de pedir ajuda para o marido e para a irmã. No primeiro mês em que começou a vender, tinha cinco clientes e, um ano depois, esse número já tinha subido para 180.
Do total de clientes que Thais atende hoje – ela não revelou o número – 10% não são evangélicas. E é esse filão que muitas empresas também querem atingir. “São mulheres que trabalham em banco, escritório, por exemplo, e que querem roupas bonitas, mas mais discretas, na altura do joelho.” “É muito difícil achar coisas que sejam discretas, mas de bom gosto. Eu mesmo passei por isso no início. Agora não, uso as roupas que gosto e faço até marketing”, conta. Como as roupas costumam cobrir ombros e pernas, muitas mulheres que usam tamanhos grandes e que, independentemente de serem evangélicas ou não, não gostam de mostrar os braços, por exemplo, têm recorrido aos modelos desse tipo de moda. “Às vezes, as clientes entram aqui, se apaixonam por um vestido e só quando vão pagar é que veem que a loja é de moda evangélica”, afirmou Fabrício Pais. Leila Fonseca, consumidora de Guarulhos, e Thais Barbosa, revendedora de oito marcas evangélicas (Foto: Arquivo pessoal)Leila Fonseca, consumidora de Guarulhos, e Thais Barbosa, revendedora de oito marcas evangélicas
Tamanho aumento da quantidade de confecções que estão sendo abertas – ainda não há dados oficiais -, muitas empresas chegam a se queixar e até começam a reduzir a produção neste início de ano. É o caso da Clara Rosa Moda Evangélica, de Cianorte, no interior do Paraná. “A procura é grande no setor, mas nós não crescemos de 2010 para 2011. Mantivemos o faturamento, porque houve um reajuste de preços, mas não crescemos”, afirma o diretor Aparecido Martins de Lima. Riscos Antes de abrir um negócios, por mais interessante que possa parecer, é preciso antes de tudo estudar o público alvo e desenvolver um plano de negócios, principalmente em moda, de acordo com Ivan Bismara, coordenador do curso de Moda da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). “Segmentação é, sem dúvida, uma tendência, como vem sendo desde os anos 1980, na época em que surgiram as surf shops. O risco que se corre é quanto à administração dos negócios, saber onde você está investindo. Onde eu me comunico com meu público? Nesse caso das lojas de surf, a maioria quebrou por não ter sido bem administrada.” Consumidora observa modelos de moda evangélica na região do Brás, em São Paulo
Para os próximos anos, a coordenadora da pós em Comunicação da ESPM afirma que o universo infantil deverá ganhar mais atenção da moda evangélica. “Era uma coisa muito necessária [a moda evangélica]. Cresceu e vai continuar crescendo”, diz Selma.

Mãe dá à luz bebê com mais de 6 quilos sem anestesia

Uma norte-americana deu à luz um bebê com 6,2 kg de forma completamente natural – sem cirurgia nem mesmo anestesia. Asher Stewardson nasceu com 59 cm de altura.
A informação é da “WHO-TV”, do estado de Iowa, onde ocorreu o parto.
O irmão mais velho de Asher, Judah, já era um bebê bem grande – nasceu com 5,5 kg. Pelo ultrassom, os médicos imaginaram que o caçula seria menor, mas ele é 7 centímetros maior do que o irmão era quando recém-nascido.
“Todo mundo se espanta quando o vê, mas para nós é bem normal e [o parto] não foi muito pior do que provavelmente é para a maioria das pessoas”, disse a mãe Kendall.
“Só de ter dois [filhos] que não têm absolutamente problema nenhum, já somos com certeza muito abençoados”, completou Joshua, o pai dos meninos.

lições de vida Mil idosos dão receita de felicidade

5 ou 6 Coisas que você deveria aprender sobre a vida
Assim como muita gente, talvez também você, leitor, tenha ao longo de sua vida dedicado alguns minutos que fossem à reflexão sobre esta que é, sem dúvida, uma pergunta soberana: afinal, qual seria a fórmula para alcançar a verdadeira felicidade –se é que isso de fato existe? Ainda que sem pretensões de elucidar a intrigante questão que –digamos– poderia ser considerada como a cenoura a frente do cavalo que puxa a carroça de nossa hesitante existência, Karl Pillemer, professor de desenvolvimento humano da Cornell University, resolveu dedicar seu suor à busca de aprendizados que tornassem nossa jornada por esse mundão um tanto mais simples e agradável.
Seu novo livro, “30 Lessons for Living”, é uma compilação de mais de 1.000 entrevistas realizadas com idosos de diferentes níveis econômicos e educacionais, destinadas ao objetivo de oferecer (a quem ainda resta tempo para agir diferente) conselhos práticos baseados no que estes fizeram de certo ou errado em suas vidas. A cobertura do estudo, realizada pelo New York Times, inclui uma galeria que reúne depoimentos em vídeo, onde é possível assistir aos idosos destilando suas preciosas sabedorias. Para quem ficou curioso, aqui vai um breve resumo:
O que os idosos dizem sobre:
carreira – dentre os 1.000 entrevistados, nenhum (eu disse nenhum) considerou que a felicidade estaria associada ao trabalho excessivo que rendesse dinheiro suficiente para comprar o que quer que fosse. Segundo um ex-atleta profissional de 83 anos, “o mais importante é ter um emprego que constantemente te faça ficar ansioso para trabalhar no dia seguinte”. Outra dica importante é resistir à armadilha de ascender profissionalmente a partir de um cargo que, apesar de mais lucrativo, te afaste de fazer o que você realmente ama.
casamento – ainda de acordo com o estudo, obter um casamento satisfatório, destes que se estendem por toda uma vida, estaria associado à capacidade que o casal desenvolve de contornar suas dificuldades através do diálogo, bem como de saber ceder quando é preciso. Apesar do envolvimento romântico ser o principal fator para aproximar pessoas, o que as mantém juntas por muito tempo é, sobretudo, o respeito mútuo e o sentimento de amizade.
paternidade – é preciso tomar cuidado para que as demandas do mundo atual e os objetivos profissionais impactem negativamente a vida dos pequenos. Aprenda a passar tempo com eles, dizem os idosos, fazendo o que gostam, e não o que você julga ser o mais adequado. Esta seria a receita para detectar possíveis problemas e disseminar valores sólidos. Disciplina é importante, mas castigos físicos dificilmente geram qualquer benefício.
envelhecimento – “Ao invés de rechaçá-lo, o abrace. Envelhecer é tanto uma atitude quanto um processo”, disse uma mulher de 80 anos. Um conselho dos idosos abordados na pesquisa: “Não gaste sua juventude se preocupando em tornar-se velho”. Para a maioria dos entrevistados, cada década e cada idade trazem oportunidades inéditas, sendo que o mais importante é manter-se aberto para contatos sociais e sempre estar disposto a aprender algo novo. Sobre o tema, uma senhora de 92 anos declarou: “acho que sou mais feliz agora do que em qualquer outro momento da minha vida. Coisas que sempre me preocuparam deixaram de ser importantes, ou se tornaram menos importantes”.
arrependimentos – “Seja sempre honesto”, é o conselho dos idosos para evitar remorsos dolorosos e duradouros. Tire proveito das oportunidades e aceite todos os desafios que a vida puser em seu caminho. E viaje sempre, o máximo que puder, sem deixar para fazê-lo apenas quando tiver uma melhor condição financeira, filhos crescidos ou maior estabilidade profissional. Na visão dos entrevistados, viajar é tão recompensante que deveria ser priorizado em função das coisas em que os jovens normalmente costumam preferir comprometer seus orçamentos. A dica é fazer uma lista dos destinos dos sonhos e ir os riscando a medida em que as viagens forem se concretizando.
felicidade – quanto a este aspecto específico, talvez o mais importante entre todos os pesquisados, a abordagem aos idosos participantes do estudo apontou uma conclusão praticamente unânime, sintetizada nas palavras de uma senhora de 75 anos: “você não tem qualquer influência sobre as coisas que te acontecem ao longo da vida, mas pode ter controle absoluto sobre a forma de reagir a elas”. Ser feliz, portanto, seria uma escolha consciente.
Em sua opinião, os velhinhos têm ou não razão? Melhor ainda: há alguma lição que você já aprendeu e não está na lista? Se este é o caso, então divida com a gente!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Dois irmãos de José Alencar morrem no mesmo dia

Dois irmãos do ex-vice-presidente José Alencar morreram na última sexta-feira (27). A informação foi confirmada por outro irmão de Alencar, Antônio Gomes da Silva Filho.
Álvaro Gomes da Silva, de 92 anos, morreu em Piúma, no Espírito Santo. Ele estava internado desde quinta-feira (26) com pneumonia e morreu no hospital.
Duas horas mais tarde, morreu Elza Gomes da Silva Cataldo, de 86 anos, em Belo Horizonte (MG). Ela estava com um problema no estômago, mas as causas da morte ainda não foram esclarecidas.
José Alencar, que morreu em março do ano passado, aos 79 anos, após lutar contra o câncer por mais de uma década, tinha 14 irmãos. Destes, apenas três estão vivos: Célia da Silva Peres de Freitas, de 84 anos, Antônio Gomes da Silva, de 76, e Dolores Maria Silva Ribeiro, de 64. Todos vivem na capital mineira, Belo Horizonte.
Os corpos de dois irmãos de Alencar foram enterrados neste sábado (28) em municípios da Zona da Mata mineira, região de origem da família.

'Tive medo ao ouvir os gritos', diz mãe que matou cobra para salvar filha

A dona de casa Juvenilde Ferreira da Silva, de 40 anos, trouxe um exemplo de coragem ao tentar salvar a filha de 11 anos de idade após a picada de uma cobra jararaca em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. A cobra foi encontrada na cozinha da residência quando atacou a menina, na quinta-feira (26), e acabou sendo morta pela mulher. “Tive muito medo quando ouvi os gritos de dor da minha filha. Ela estava no canto chorando e quando a vi, já sabia que tinha sido picada”, relatou.
A família mora no bairro Parque Paiaguás há 13 anos e a dona de casa contou que ficou impressionada com o fato da cobra ter invadido sua casa e assustada por pensar que sua filha poderia morrer. “Ela se debatia com dor.
Após a picada a jararaca voltou para o lugar onde ela deu o bote, no canto da geladeira. Mas peguei uma pá de limpar quintal e consegui matá-la”, disse.
Juvenilde ressaltou que já havia obtido informações sobre o procedimento que se deve ter em relação a animais peçonhentos. Na ocasião, segundo ela, se lembrou de pegar a cobra morta e guardá-la em uma sacola. “Peguei a pá e bati bem na cabeça da cobra e depois que verifiquei que ela estava morta, coloquei-a em uma sacola”, declarou com a intenção de identificar o soro adequado à filha.
A mãe da menina ficou desesperada com o fato e foi até a Base Comunitária de Segurança do bairro com Estefane Cássia Ferreira nos braços, dizendo que ela tinha sido atacada pela cobra. Por não haver soro antiofídico no local, a criança foi socorrida pelo investigador da Polícia Civil Antônio Carlos e encaminhada ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC).
Logo após a identificação da cobra, Estefane ficou internada recebendo o soro antiofídico Botrópico.
Depois, a menina foi liberada do hospital e, de acordo com a mãe, ainda sente dores no local da picada e está tomando remédio para diminuir a febre como aliviar a dor. “Graças a Deus deu tudo certo e conseguimos levá-la para tomar o soro”, finalizou.

Neuza Borges recebe alta de hospital no Rio de Janeiro

A atriz Neuza Borges, de 70 anos, recebeu alta hospitalar neste sábado, 28, de acordo com informações fornecidas pelo hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. Segundo o último boletim médico, divulgado na sexta-feira, 27, ela iniciou sessões de fisioterapia e encontra-se “em quadro estável”.
Neuza sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico na segunda-feira (23), e foi internada na unidade de terapia intensiva do hospital. Na quinta (26), deixou a UTI e foi para um quarto convencional. Neuza Borges está no ar como "Maria", personagem da novela das 18h da TV Globo, "A vida da gente".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Datena: "Cirurgia correu bem"

José Luiz Datena, que foi submetido a uma cirurgia para corrigir um problema nas cordas vocais na manhã desta quinta-feira, dia 26, se recupera bem do procedimento.
Pelo Twitter, o próprio apresentador do “Brasil Urgente”, deu notícias sobre seu estado de saúde. “Cirurgia correu muito bem! Obrigado a todos pelas mensagens e orações. Agora é repousar para recuperar”, escreveu.
Antes de “entrar na faca”, como ele se referiu à operação realizada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Datena também postou no microblog uma foto onde aparece pronto para ser operado.
Em conversa com Adriane Galisteu no programa “Muito+” de quarta-feira, dia 25, o apresentador tranquilizou os fãs e disse que o tumor não era cancerígeno. “É um pólipo, mas é bom tirar para não virar coisa ruim”, disse.

Datena se despede do "Brasil Urgente"

José Luiz Datena, que passará por uma cirurgia nesta quinta-feira, dia 26, se despediu do “Brasil Urgente” hoje.
O apresentador agradeceu o carinho dos fãs e pediu muita oração neste momento delicado de sua vida. “Eu volto quando Deus quiser, se Ele quiser, porque eu vou entrar na faca amanhã. Quem não gosta de mim está torcendo para eu embarcar, quem gosta orem por mim, rezem por mim”, falou Datena no final de seu programa.
O procedimento cirúrgico será para corrigir um problema na corda vocal. Conforme ele mesmo adiantou durante um bate-papo com Adriane Galisteu, o tumor não é cancerígeno. “É um pólipo, mas é bom tirar para não virar coisa ruim”, disse na ocasião.

Padre Antônio Maria é feito refém em invasão de mosteiro em Jacareí

O padre Antônio Maria, que também é cantor e escritor, estava no grupo feito refém durante a invasão ao Mosteiro Karim, em Jacareí, no interior paulista, na noite desta quarta-feira (25). Os criminosos entraram no local e renderam cerca de 15 pessoas, incluindo o padre, freiras, jovens adotados e o caseiro do local. O grupo fugiu levando eletrônicos, dois carros e dinheiro. Ninguém havia sido preso até o final da manhã desta quinta-feira (26).
“Eles disseram que não iam fazer mal nenhum, mas que queriam dinheiro. Eu falei 'meus filhos, não façam isso, nós não temos dinheiro. Nós lutamos com dificuldade'. Até as pessoas imaginam muitas vezes que eu nado em dinheiro, porque canto, porque tenho discos, vou à televisão. Porque sou amigo do Roberto Carlos e isso não quer dizer nada”, contou o padre.
Logo após ser desamarrado, o sacerdote disse a um dos criminosos que iria rezar por ele. "Eu falei 'eu sei que não vai dizer teu nome, mas eu quero dizer que eu vou rezar muito por você, por vocês, vai falar isso para os teus amigos'. E eu fiquei lá conversando com ele e disse até 'eu quero te dar um abraço', e eu abracei ele e ele me abraçou”, disse.
Invasão
A freira Rosane dos Santos Coelho disse que não ficou nervosa quando se deparou com o grupo armado no terreno do estabelecimento. “Minha reação foi de tranquilidade. A gente passando serenidade faz com que eles [os criminosos] fiquem mais calmos”, disse a irmã ao G1 na manhã desta quinta.

Ator Reynaldo Gianecchini recebe alta de hospital em SP

O ator Reynaldo Gianecchini recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, no Centro de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (26). A assessoria do hospital confirmou que ele deixou a unidade, mas não deu outros detalhes sobre a continuidade do tratamento. Gianecchini luta contra um câncer no sistema linfático desde agosto do ano passado.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na tarde desta quarta-feira (25) o ator no hospital. Lula faz tratamento contra um tumor na laringe também no Sírio-Libanês. Acompanhado da mulher, Marisa Letícia, o ex-presidente conversou durante meia hora com o ator. A mãe de Gianecchini, Heloisa Helena Gianecchini, também esteve no encontro.
Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23), Gianecchini apresentou melhoras. “O paciente apresentou recuperação da função da medula óssea e passa bem. Deve receber alta nos próximos dias, mas manterá os controles médicos periódicos para acompanhamento”, afirmou o boletim.
O ator estava internado desde 12 de janeiro. Naquele dia, ele recebeu uma infusão de células-tronco de sangue periférico, como parte do autotransplante de medula óssea. No autotransplante, células saudáveis que os médicos retiraram do ator em dezembro são reimplantadas para ajudar na recuperação da medula óssea. Com isso, ela deverá se recompor com células saudáveis.
O ex-presidente atualmente passa por constantes sessões de radioterapia como parte do tratamento de combate ao câncer na laringe. Em 13 de dezembro, Lula realizou a última das três sessões de quimioterapia, primeira etapa do tratamento. Após os primeiros exames, a equipe médica informou que o tumor, diagnosticado em outubro, havia sofrido uma redução de tamanho de 75%.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

IBGE:31,3% dos brasileiros têm doença crônica

As doenças crônicas são um grave problema para a saúde pública do Brasil. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 59,5 milhões de pessoas (31,3% da população no Brasil) têm alguma doença crônica.
Os principais problemas identificados na pesquisa são: hipertensão (14%), problema de coluna ou costas (13,5%), artrite ou reumatismo (5,7%), bronquite ou asma (5%), depressão (4,1%), doença de coração (4%) e diabetes (3,6%) – em que o índice sobe para 8,1% entre as pessoas de 35 anos ou mais. Nem todos, porém, conseguem identificar se são portadores de tais doenças e como lidar com elas.
Massimo Colombini Netto, médico especialista no gerenciamento de doentes crônicos, desvenda os mitos e verdades sobre as doenças crônicas:
1- Doenças crônicas são mais comuns em idosos.
Verdade. A terceira idade é a que mais apresenta doenças crônicas. No entanto, não há idade para desenvolver o problema. Crianças, jovens e adultos também estão suscetíveis.
2- É possível prevenir as doenças crônicas.
Verdade. Há diversos cuidados que podem ser adotados pela população para prevenir doenças crônicas, como praticar esportes, destinar períodos para o lazer, ter uma alimentação balanceada e ir ao médico periodicamente para fazer check-up.
3- Doença crônica tem cura.
Mito. As doenças crônicas não têm cura, é possível apenas controlá-las para ter uma vida mais saudável.
4- Alguns tipos de doenças crônicas não são transmissíveis. Verdade. Hipertensão, diabetes, asma, problema de coluna, por exemplo, não são contagiosos.
5- Não existe doença crônica transmissível.
Mito. Alguns tipos de doenças crônicas, como AIDS e hepatite, por exemplo, são transmissíveis. 6- Atualmente, além do tratamento clínico, existem procedimentos que ajudam o paciente a ter o autocontrole da doença.
Verdade. Hoje muitos planos de saúde e empresas já oferecem a seus clientes e colaboradores os programas de prevenção e promoção da saúde. Por meio de contato telefônico com pacientes, avaliação de perfil e, a partir daí, instruções sobre como conviver com a doença, tais programas proporcionam melhora no quadro clínico e promovem bem-estar.
7- Programas de gerenciamento de doentes crônicos estimulam as mudanças de hábito.
Verdade. Os programas proporcionam diversos benefícios, estimulam mudanças de hábitos, incentivam a prática de atividades físicas e a adoção de uma alimentação saudável.
8- Os programas de prevenção e promoção de saúde eliminam o tratamento clínico.
Mito. Os programas são aliados ao tratamento clínico, têm como princípio estimular a adesão ao tratamento. Durante o contato telefônico, também são feitas recomendações referentes à importância de tomar os medicamentos corretamente e de ir às consultas, conforme orientação do médico.
9- O gerenciamento de doentes crônicos geram resultados positivos.
Verdade. Em 12 meses, uma média de 39% dos pacientes com quadro de hipertensão conseguem diminuir a pressão arterial, 13,6% dos diabéticos atenuam as taxas de açúcar no sangue e 9,6% dos pacientes com doenças cardiovasculares conseguem abrandar as taxas de colesterol.

Noruega registra aurora boreal

Uma aurora boreal foi registrada na cidade de Tromso, norte da Noruega, na madrugada dessa terça feira.
O fenômeno é um espetáculo de luzes no céu, que acontece no extremo norte do planeta por causa do choque produzido por partículas de vento solar no perímetro magnético terrestre.
Geralmente estas luzes se manifestam nos períodos que vão de setembro a outubro e de março a abril.
Apesar da beleza natural deste processo, ele pode ser igualmente reproduzido por meio de explosões nucleares ou em pesquisas laboratoriais.

Sacola plástica em SP sai hoje de circulação

Clientes adotam bolsas 'fashion' no lugar de sacolas de supermercados
Beleza, design e durabilidade atraem consumidores das ecobags. Sacolas plásticas saem de circulação a partir desta quarta (25) em SP.
O casal Roberta Urata, de 32 anos, e Luiz Felipe Aguiar, de 34, escolheram suas ecobags levando em conta a beleza das estampas e o design. Eles pretendem levá-las para a Austrália
Estampas coloridas, design diferenciado, beleza e durabilidade. São essas as características que os consumidores estão levando em conta na hora de comprar bolsas reutilizáveis, as chamadas ecobags, para substituir as sacolas plásticas tradicionais nos mercados de São Paulo. A partir desta quarta-feira (25), a maioria dos supermercados do estado deixará de fornecer as sacolinhas.
O design e as cores das bolsas de ráfia do Pão de Açúcar da Vila Clementino, na Zona Sul, atraíram o arquiteto Luiz Felipe Aguiar, de 34 anos, e a administradora Roberta Urata, de 32. Eles moram na Austrália e decidiram levar duas ecobags "fashion" para o país, para onde voltam na próxima semana. "Me parece um bom produto. Se você fizer uma coisa bacana, que não é só prática, mas também bonita, as pessoas vão querer mais e vão comprar", ressalta Aguiar.
O casal, que vive há seis anos em Perth, na parte ocidental da Austrália, afirma que as bolsas de lá rasgam com facilidade. "Eles não fornecem sacola plástica de maneira alguma nos mercados de lá. As que você pode comprar no supermercado são mais frágeis que essas daqui [de ráfia], elas são feitas de um tecido parecido com feltro", diz o arquiteto. Roberta elogia as fotos em close de frutas e as cores das ecobags.
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, afirma escolher suas bolsas pela cor - ela tem mais de dez em casa. Na hora das compras no supermercado, ela levava duas ecobags vermelhas. "Eu procuro cores alegres, imagens interessantes. Eu tenho de várias cores, mas adoro vermelho", diz, rindo.
A resistência dos materiais também faz diferença para Marina. "Uso algumas bolsas [de outras lojas], quando são fortes, de um material que você consegue pôr bastante peso", afirma. Ela considera que as ecobags ajudam a ser mais objetiva no supermercado e evitar compras desnecessárias. "Eu levo menos coisas, o que é bom, eu controlo o que é necessário [comprar]."
Apesar de não estar com a sua ecobag preferida, a advogada Luciana do Rosário Pires, de 33 anos, afirma que a estética faz diferença na hora de comprar as bolsas. "Carregar no ombro uma ecobag mais bonitinha é melhor do que levar as sacolinhas de plástico na mão", diz.
percorremos os supermercados de três redes (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonda) e encontrou ao menos oito tipos diferentes de bolsas reutilizáveis - feitas de lona, de algodão, de plástico reciclado de garrafas PET, de tecido TNT e de ráfia (tipo de plástico, também conhecido como polipropileno). Os preços variam de R$ 1,99 a R$ 13,90.
A orientação dada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas) é que as redes ofereçam ao menos um tipo de sacola a preço de custo. Existem também outras opções: carrinhos com bolsas adaptadas, caixas de plástico dobrável, caixas de papelão e sacolas biodegradáveis (chamadas também de biocompostáveis). Em todos os supermercados havia caixas de papelão gratuitas à disposição dos clientes e sacolas biocompostáveis - vendidas a R$ 0,19, em média.
A terapeuta corporal Marina Allodi, de 42 anos, escolhe as ecobags pela cor e tem dez modelos diferentes em casa

Cantor sertanejo tem prisão decretada por falta de pagamento de pensão

Hudson, que faz dupla com Edson, teve prisão decretada em Limeira. Assessoria dele disse que tudo não se passa de um mal entendido.
A Justiça de Limeira, no interior de São Paulo, decretou a prisão do cantor sertanejo Udson Gadorini Silva, conhecido artisticamente como Hudson, da dupla Edson & Hudson, por falta de pagamento de R$ 92.184,98 de pensão alimentícia de uma filha, que mora na cidade.
Segundo o mandado expedido nesta terça-feira (24), o valor não é pago desde setembro de 2010. A decisão pela prisão de 30 dias é do juiz Diogo Volpe Soares, da 1ª Vara Civil.
A assessoria de imprensa dos cantores Edson e Hudson informou nesta quarta-feira (25) que tudo não se passa de um mal entendido e que a dupla segue viajando com a agenda de shows. Nesta semana, eles devem se apresentar em cidades do Paraná.

Anatel ratifica redução de tarifas das chamadas de fixo para celular

Novas regras devem registrar redução de cerca de 10%. Resolução prevê prazo de 30 dias para que novo valor comece a valer.
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu homologar a resolução que reduz a tarifa de chamadas realizadas de telefone fixo para celular, a chamada VC, segundo comunicado divulgado pela agência na noite de terça-feira (24).
egundo a Anatel, as novas regras devem representar redução líquida de aproximadamente 10% sobre os valores pagos pelos usuários já no mês de fevereiro.
Pela regra aprovada, essa tarifa, que hoje é de R$ 0,54 por minuto, vai cair de maneira gradativa até chegar a R$ 0,425 em 2014.
A medida vale apenas para chamadas feitas a partir de telefones fixos para celulares.
O valor da tarifa é divido entre a operadora de telefonia fixa e a móvel. A parte destinada à empresa de celular foi mantida esse tempo todo em um patamar alto para estimular a expansão da infraestrutura e o serviço no país.
De acordo com o presidente da Anatel, João Batista de Rezende, a resolução prevê prazo de 30 dias para que a redução da tarifa comece a valer. Isso significa que, a partir de 25 de fevereiro, o custo das ligações de telefone fixo para celulares vai ficar 10% mais barato.
A resolução prevê ainda novas reduções no valor da tarifa em janeiro de 2013 e de 2014, num total de 26%. Os ganhos para os consumidores, porém, podem chegar a 45% se considerados os reajustes que deixarão de ser feitos.
“A nossa previsão é de que essa medida resulte em uma economia de cerca de R$ 5 bilhões para os consumidores até 2014”, disse o presidente da Anatel.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brasileiros são os que mais gastam no sul da Flórida

Os brasileiros são os estrangeiros que mais gastam no sul da Flórida, cerca de US$ 1,5 bilhão ao ano, quantia que pode aumentar com as facilidades anunciadas na última quinta-feira (19) pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para concessão de vistos para brasileiros e chineses.
"Neste ano, a expectativa é superar a quantia de US$ 1,5 bilhão", revelou à agência Efe o presidente da Câmara de Comércio do Brasil na Flórida, Saulo Ferraz.
Obama esteve na quinta-feira na Flórida para anunciar um plano de turismo que pretende fomentar o emprego no país ao mesmo tempo em que abre as portas aos viajantes do Brasil e da China, que terão agilizados seus trâmites para conseguir um visto.
"Os brasileiros adoram visitar a Flórida, mas até agora dificultávamos a entrada", afirmou Obama, detalhando que a demanda de vistos de brasileiros aumentou 42% em 2011.
Ferraz reconheceu que "o número de pedidos de vistos estava crescendo demais e uma solução precisava ser encontrada", ao mesmo tempo em que expressou sua confiança em que este anúncio "melhore a situação".
Segundo ele, os brasileiros viajam aos EUA para fazer turismo e compras e Miami e os arredores atraem muito por "serem locais relativamente próximos, 7h30 de voo".
"Olhando pelo tema econômico, (os brasileiros) são pessoas que gastam e compram muito", comentou Ferraz, para quem o perfil do brasileiro que vai aos Estados Unidos fazer compras não é "de classe alta".
Há alguns anos "somente as pessoas das classes mais altas podiam vir, mas agora não é mais assim. Basta ir a qualquer shopping pra ver que está lotado de brasileiros. Esse é o termômetro que mais exemplificou a presença de turistas do país nesta cidade", explicou.
Enrique Silva, um turista brasileiro que está de férias em Miami, comentou à Efe que está na cidade "para fazer compras".
Silva comentou que o Brasil não está sentindo os efeitos da crise econômica, já que "a economia brasileira é estável e isso ajuda a atrair investidores estrangeiros".
Maria Eugenia Kireff, outra brasileira de férias em Miami, visitou a cidade "para fazer um pouco de turismo e aproveitar o entretenimento do sul da Flórida".
Reconheceu que tinha encontrado muitos brasileiros pelas ruas e brincou dizendo que, "se continuar assim, a primeira língua de Miami será o português".
Conforme a Câmara de Comércio, os brasileiros deverão ser os estrangeiros que mais gastam em Miami e no restante do sul da Flórida em 2012, o que já ocorreu no ano passado e em 2010, quando o Brasil desbancou o Canadá da primeira posição da lista do Miami Travel Bureau.

Ronaldinho Gaúcho é acusado de dano ambiental

Propriedade do jogador do Flamengo conta com construções sem licença
Envolto em polêmicas dentro e fora de campo, Ronaldinho Gaúcho está envolvido novamente com a Justiça. Desta vez, o problema é com uma propriedade que está em nome do jogador do Flamengo, na Estrada da Ponta Grossa, no extremo sul de Porto Alegre. Ronaldinho, seu irmão Assis e a empreiteira Reno Construções e Incorporações foram citados por danos ao meio ambiente e terão que remover um trapiche, uma plataforma de pesca e um atracadouro construídos no rio Guaíba.
A decisão da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente ainda obriga a demolição de uma canalização feita no arroio Guabiroba, assim como a retirada da pavimentação e impermeabilização das margens e das pontes construídas. De acordo com a ação civil pública, o local pertence à Unidade de Conservação da Reserva Biológica do Lami José Lutzemberger. A decisão dá prazo de 30 dias para as remoções, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Segundo a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Annelise Steigleder, todas as construções foram feitas sem licença municipal. Também foram ignoradas as notificações da Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) para interromper as obras. Os advogados de Ronaldinho não comentaram a decisão.

Maior erupção solar pode causar perigo

Ela pode perturbar as comunicações via satélite porque está bombardeando o planeta com partículas magnéticas
A maior erupção solar registrada desde 2005 começou a se fazer sentir na Terra, bombardeando o planeta com partículas magnéticas que podem perturbar as comunicações via satélite, anunciaram autoridades americanas nesta segunda-feira.
A erupção, que ocorreu nesse domingo perto do centro do sol, projetará partículas de prótons para a Terra até a quarta-feira, advertiu a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).
"A própria erupção em si não tem nada de espetacular, mas ejetou ao espaço uma massa coronal (nuvem de plasma de intenso campo magnético) a uma velocidade fenomenal de 6,4 milhões de km/h", disse à AFP Doug Biesecker, físico do Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA
A tempestade geomagnética provocada pelo Sol é a mais forte desde 2005, mas foi classificada como de categoria 3 em uma escala que vai até 5, afirmou. Por isto, é considerada "forte", mas não "grave".
Segundo o site da NOAA na internet, um evento de categoria 3 pode causar alterações nos sistemas informáticos dos satélites, bem como nas comunicações por rádio nos pólos. A navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões.
"Não esperamos um grande impacto com um evento deste tipo", disse Biesecker.
Os moradores de Europa e Ásia também poderão aproveitar a noite de terça-feira para admirar a aurora boreal, acrescentou.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sacolinha deixa de ser gratuita

Cerca de 90% dos supermercados devem aderir a partir de quarta-feira ao fim dos tradicionais sacos plásticos
As sacolinhas são utilizadas há cerca de 50 anos pelo brasileiro. Mas a partir de quarta-feira, quem quiser usar sacolas plásticas terá de pagar por isso.
Acordo entre o governo do Estado e a Apas (Associação Paulista dos Supermercados) retira das principais redes varejistas a distribuição gratuita das sacolinhas. Elas custarão em média R$ 0,19 cada e serão biodegradáveis, como já acontece em Jundiaí, no interior.
De acordo com a Apas, 80% dos mercados devem aderir ao acordo. “Acreditamos que apenas alguns comércios menores ainda não tiveram conhecimento da campanha. Mas com o tempo, todos devem aderir”, disse o diretor de sustentabilidade da associação, João Sanzovo.
A Apas possui 1.200 associados, sendo mil deles de pequeno e médio porte. Sanzovo afirma que o preço das mercadorias deve diminuir, já que o valor gasto com as sacolinhas estava embutida no preço final das mercadorias.
O assessor de presidência da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Nelson Tadeu, acredita que o comércio de bairro também participará. “Com a participação dos grandes, os mercados menores também participarão.”
Por quê? A justificativa para que as sacolas sumam das compras dos paulistas é o dano ambiental (leia mais ao lado). De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil consome 12 bilhões de sacolas derivadas de petróleo, sendo que pelo menos 20% acabam descartados.
Para a Plastivida (Instituto Socio Ambiental dos Plásticos), a medida está equivocada. “Acreditamos que a solução seja a educação para consumo consciente. As sacolinhas são um direito do cidadão. Nós pagamos por ela. Seu custo está embutido na composição do preço dos produtos”, disse o presidente do instituto, Miguel Bahiense.