terça-feira, 3 de abril de 2012

Polícia quebra vidro de Mercedes para salvar cão de pelúcia

Dois policiais arrombaram um carro para salvar um cão que estava dentro do veículo. Mas, ao quebrar o vidro da Mercedes, a dupla descobriu que o animal era de pelúcia (veja vídeo), segundo reportagem da emissora "ITV".
O proprietário Gordon Williams, de 80 anos, contou que, quando voltou para pegar o carro, encontrou o vidro quebrado e um recado: "Quebramos o vidro por preocupação com o animal que estava no banco traseiro".
A polícia informou que pretende pagar pela troca do vidro. "Eu acho que eles se sentiram como idiotas", disse Williams, que mora em Mansfield, Nottinghamshire, no Reino Unido.
De acordo com a polícia de Nottinghamshire, os agentes acreditavam que o cão poderia estar em perigo devido ao calor no interior do veículo. Por isso, quebraram o vidro, pois não tinham outra opção.

Coelhos de estimação tomam lugar de chocolate na Páscoa em MS

A trabalhadora autônoma Marla Barroso da Cruz, 24 anos, surpreendeu a filha Liah Nara Barroso, de 3 anos, com um presente antecipado de Páscoa diferente das guloseimas feitas de chocolate. A menina recebeu um coelho por ser, segundo a mãe, um dos símbolos da data comemorativa e uma ótima maneira de ensinar a importância do cuidado com os animais. A União Internacional de Proteção aos Animais (Uipa) aconselha evitar dar animais em função de datas comemorativas, pois nem todos os pais têm a mesma preocupação de Marla e, na maior parte dos casos, os bichos acabam esquecidos pelas crianças.
Liah adorou o presente e chamou o coelho de Neimar, por conta do topete que o bicho tem igual ao do jogador de futebol. “Ela é muito carinhosa com os animais e agora ela já aprendeu que tem que dar comida, água e muito carinho a eles”, disse Marla
A mãe afirma que não tem medo de que a menina perca o interesse pelo coelho depois da Páscoa, quando acabarem as propagandas que sempre estampam esses animais.
Eu acho que é bom para o desenvolvimento dela essa imagem do coelho da Páscoa, mas nós a ensinamos a segurar e a acariciar”, disse Marla. “Esses momentos de carinho vão durar depois também”.
Os pais e a irmã da trabalhadora autônoma moram na mesma casa que ela e Liah. Toda a família adora o bicho. “Foi uma experiência nova para a família. É um bicho diferente de se ter em casa”, disse Marla. “Eu achei que só a minha filha ficaria apegada, mas eu também gostei. Hoje ele é o novo membro da família”.
Parte da família
Benny é o nome da coelha que foi comprada por Mara Brasileiro na Páscoa de 2011 para a filha Pyetra Brasileiro, hoje com 11 anos.
“Foi uma ideia diferente. Nós gostamos muito de animais e nos apaixonamos pela Benny. Por ser Páscoa, eu uni o útil ao agradável, levei a minha filha ao criadouro e compramos a coelha”.
Benny é tratada como se fosse da família e pode andar livremente pela casa durante o dia. Durante noite, a mascote fica dentro da cozinha. O cômodo é fechado para que Benny não vá para as outras partes da casa, pois ela nunca fica presa na gaiola.
“Se você não manuseia, não dá carinho, o coelho fica arisco. Eu penteio, faço xuxinha e ela vem no colo quando estou sentada. Na cozinha, fica rodando nos meus pés como um gato. Nunca pensei em ter um coelho de estimação, mas eu amei”, afirma.
Segundo ela, a casa não seria a mesma sem a mascote. “Hoje, a Beny é da família, linda e maravilhosa. Foi um presente maravilhoso de Páscoa que nós ganhamos”, afirma. Pyetra diz que, mesmo não acreditando no Coelhinho da Páscoa quando Beny foi comprada, o presente foi especial por causa do período. “Eu acho que teve tudo a ver. Foi uma surpresa ter ganhado na Páscoa, que é um tempo especial”, diz.
Alerta
A presidente da Uipa, Vanice Orlandi, disse que os pais devem pensar duas vezes antes de dar coelhos para os filhos simplesmente por ser Páscoa. “O destino deles acaba sendo sempre o pior possível”, afirma.
“Nunca os pais devem dar um animal para a criança como se ele fosse um brinquedo. O interessante é fazer com que o animal seja inserido no convívio familiar, tenha seu espaço, seus direitos dentro da casa, receba os devidos cuidados, atenção e carinho. O importante é fazer compreender que esse bicho é um ser vivo”, disse.
Coelhos como animais de estimação são delicados e exigem uma série de cuidados, de acordo com o professor de cunicultura do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Alexandre Pereira dos Santos.
“Eles exigem um pouco mais de demanda. Não podem ficar em locais onde tenha muito pó, pois ficam suscetíveis a problemas respiratórios. A recomendação é sempre manter o ambiente limpo”, disse.
Quanto à alimentação, ração é imprescindível no cuidado do animal. Esse tipo de alimento já tem todas as propriedades nutricionais que os coelhos precisam para crescerem saudáveis. Alimentos naturais, como cenouras, devem ser dados somente se estiverem secos. Por isso, segundo ele, não é recomendado dar alface.
“Pode fornecer alimento natural, mas tem que tomar cuidado com a umidade. Jamais tirar o alimento da geladeira e dar em seguida”, diz o veterinário, ressaltando que não se deve dar banho em coelhos.
O criador de coelhos Willians da Costa Rocha explica que para fazer a limpeza desses animais existem pós especiais, que devem ser usados junto com uma escova que retira os pelos soltos. Quando mais peluda a raça do coelho, mais importante é esse cuidado.
“Outra coisa é não deixar o coelho morder fios de equipamentos eletrônicos. Existem mordedores, alguns com cálcio, que podem ser dados aos animais”, disse.
Em Campo Grande, o preço dos coelhos varia em torno de R$ 20 a R$ 110, dependendo do tamanho e da raça.

Brasil quer emplacar o peixe pirarucu como o ‘bacalhau da Amazônia’

O “gigante” dos rios amazônicos, com mais de três metros de comprimento e até 250 kg, quer ganhar fama nas mesas brasileiras e, no futuro, competir com os "parentes" nórdicos pelo título de melhor bacalhau do mundo.
Essa é a intenção de um projeto realizado no Amazonas que tem a pesca do peixe pirarucu (Arapaima gigas) como principal gerador de renda para ribeirinhos do Baixo Rio Solimões.
A carne do peixe é destinada à produção de bacalhau, resultante de um processo de beneficiamento, que poderá ser utilizado em pratos tradicionais que têm o pescado como ingrediente principal.
O gosto é parecido com o bacalhau comum, normalmente importado da Noruega, de acordo com o chef gastronômico Felipe Schaedler, que trabalha com a carne do pirarucu em um restaurante de Manaus. Ele disse ser possível substituir o pescado "estrangeiro" pelo brasileiro
“Todas as receitas tradicionais podem ser feitas com o pirarucu”, disse Schaedler, que já criou em parceria com outro chef ao menos oito pratos com o bacalhau da Amazônia.
Consumo sustentável
Esta realidade só foi possível devido à implantação da primeira indústria de salga de pescados no interior da floresta, em Maraã, a 635 quilômetros de Manaus (AM). A fábrica, a primeira da América do Sul, de acordo com o governo do Amazonas, vai permitir uma produção em massa do "bacalhau da Amazônia" e sua comercialização para outras regiões do país.
Da primeira safra de pirarucus destinados à obtenção do bacalhau (60 toneladas), o Grupo Pão de Açúcar adquiriu cinco toneladas que serão vendidas a partir deste mês nas lojas dos supermercados Pão de Açúcar das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
O preço do quilo ficará entre R$ 35 e R$ 39, um valor competitivo se comparado ao bacalhau do Porto, por exemplo, que, em período de promoção, a mesma pesagem custa R$ 34,90.
É o primeiro passo para difundir o produto pelo resto do país, de acordo com Hugo Bethlem, vice-presidente executivo de Relações Corporativas do grupo, que também abrange as redes Extra e Assaí. Segundo ele, se o pescado “cair nas graças do consumidor", certamente haverá mais pedidos de compra.
“Esperamos que, com o tempo e a continuidade do manejo sustentável, consigamos elevar a venda deste pescado. Pode demorar um pouco, mas já demos o primeiro passo”, disse ele.
O grupo, segundo Bethlem, importa anualmente 5 mil toneladas de bacalhau, provenientes principalmente da Noruega e a rede é a terceira maior compradora de bacalhau do mundo.
Sem impacto ambiental
De acordo com Eron Bezerra, secretário de Produção Rural do Amazonas, uma nova unidade da indústria de salga deve ser inaugurada ainda este ano em Fonte Boa, a 680 quilômetros da capital amazonense.
As duas unidades vão empregar diretamente 150 pessoas e gerar outros 5 mil empregos indiretos, principalmente na pesca. Os empreendimentos tiveram investimento de R$ 4 milhões – divididos entre os governos estadual e federal, por meio da Financiadora de Projetos e Estudos (Finep), e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
"Queremos concorrer com o bacalhau que vem da Noruega. Apesar da pesca ser controlada, temos muitos lagos dentro da Reserva Mamirauá e fora dela onde a pesca planejada poderá ser realizada. Queremos um nicho de mercado sustentável", disse.
Segundo recomendações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), a pesca do pirarucu pode ocorrer apenas entre outubro e novembro, e em locais onde há atividades de manejo regulamentadas.
A primeira safra voltada para a produção de bacalhau ocorreu no ano passado e contou com 2.700 peixes que foram retirados de 37 lagos da Reserva Mamirauá.
“Esses peixes, encaminhados para a indústria, geraram uma renda de R$ 830 mil, valor que foi dividido por 530 pescadores. Isso ajuda a melhorar nossa condição de vida. Antes, o que pescávamos era apenas para alimentar minha família, meus filhos. Agora a gente consegue investir em uma casa melhor, em um novo motor para os barcos”, disse Luiz Gonzaga Medeiros de Matos, 47 anos, líder da colônia de pescadores de Maraã.
De acordo com Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), é uma oportunidade de difundir o consumo consciente.

Patrícia Poeta não apresenta “JN” por causa da morte da avó

Patrícia Poeta não apresentou o "Jornal Nacional" nesta segunda-feira por causa da morte de sua avó. Em seu lugar entrou Ana Paula Araújo, que chegou cedo aos estúdios da Globo já que apresenta o "RJTV". Foi a primeira vez, desde que assumiu o jornalístico no lugar de Fátima Bernardes, que Patrícia não esteve na bancada. Detalhe: William Bonner também não comandou o "JN" ontem. Como ele próprio noticiou, sua mãe sofreu um acidente doméstico e ele acompanha sua recuperação. Bonner foi substituído por Heraldo Pereira.